sábado, 25 de abril de 2020

COVID-19 ATACA NOVAMENTE, E DESSA VEZ A VÍTIMA FOI A ARGENTINA

O BREXIT ganhou uma versão sul-americana. O presidente da Argentina, Alberto Fernández, decidiu suspender as negociações com o MERCOSUL.

O chefe executivo argentino alega que decidiu abandonar as transações com o bloco para priorizar a política interna  e os pequenos comércios do país, em meio à pandemia do Covid-19. Diferentemente do seu antecessor Macri, Fernández não segue a ideologia de seus vizinhos que é a da abertura comercial e do mercado livre, "abandonando o barco" quando o Mercosul decide se internacionalizar com os TLCs ( Tratados de Livre comércio), cujos aceleram processos com a Coréia do Sul, Canadá, Índia, Líbano e Cingapura. Além desses, estava previsto novos acordos com os Estados Unidos e Japão.

No entanto, esse rompimento pode prejudicar a relação do bloco com a UE ( União Europeia) e o EFTA  (Associação Europeia de Livre Comércio), que sem a assinatura dos quatro países ( Paraguai, Uruguai, Brasil e a Argentina), nenhum acordo terá validade. Porém, a Argentina deixou claro que a decisão não iria valer para esses acordos já fechados. Lembrando que em julho do ano passado, o bloco assinou a "Cláusula de Vigência Bilateral", autorizando que cada país era independente para entrar em acordo com a UE.

Essa medida de caráter protecionista afetará diretamente o Brasil, pois, os "hermanos" é o nosso terceiro maior parceiro comercial. Mas, o Itamaraty recebeu a notícia de forma positiva, "O Governo brasileiro continuará, junto com Paraguai e Uruguai, a perseguir o objetivo de comércio aberto e livre com outros países", disse em nota a Folha de São Paulo.

O Paraguai, presidente do bloco, disse em um comunicado que "os demais Estados [...] vão avaliar as medidas jurídicas, institucionais e operativas mais adequadas por conta da decisão soberana da Argentina para que isso não afete outras negociações em curso".